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Vídeos para Pneumologistas

Comunique pneumologia com vídeos personalizados. Asma, DPOC, tuberculose e saúde respiratória

📅 Atualizado: 31/03/2024⏱️ 17 min de leitura📝 1.650 palavras🎯 Nível: Intermediário
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300M
pessoas com DPOC

01. Pneumologia: Cuidando do Pulmão

Pneumologia é especialidade médica dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho respiratório. Sistema respiratório inclui vias aéreas (nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios) e parênquima pulmonar (alvéolos, onde ocorre troca gasosa O2/CO2). Doenças respiratórias são altamente prevalentes: asma (300 milhões), DPOC (300 milhões), tuberculose (10 milhões/ano), câncer pulmão (2 milhões/ano), apneia sono (1 bilhão). Tabagismo é fator de risco principal — 90% DPOC, 85% câncer pulmão. Prevenção primária é cessação tabágica.

Pneumologistas que usam vídeos aumentam consultas agendadas em 87% e adesão à inalação em 78%. Pacientes que veem explicações sobre espirometria, técnica inalatória, e controle doença, compreendem melhor tratamentos.

📊 Impacto do Vídeo na Pneumologia

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02. Asma: Inflamação Crônica Controlável

Asma é doença inflamatória crônica vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica variável, com obstrução reversível. Sintomas: dispneia, chiado (wheezing), tosse, aperto torácico — variam intensidade e temporalidade. Afeta 300 milhões mundialmente, 450 mil mortes/ano (maioria preveníveis). FENOTIPOS: alérgica (IgE, atopia, eosinofilia), não alérgica (obesidade, LPR, tabagismo), ocupacional (exposição agentes), aspergilose brônquico-pulmonar alérgica (ABPA). CONTROLE é meta: ausência sintomas diurnos, SABA 3x/semana, atividade normal, exacerbações minimizadas.

Tratamento da Asma (GINA)

  • Controladores: Corticóides inalatórios (ICS) — budesonida, fluticasona, beclometasona
  • Alívio: Beta-2 agonista curta ação (SABA) — salbutamol, terbutalina
  • ICS-formoterol: Único inalador manutenção e alívio (SMART/MART) — preferencial
  • LAMA: Tiotrópio (DPOC), LABA — salmeterol, formoterol (se ICS inadequado)
  • Biológicos: Omalizumabe (IgE), mepolizumabe/reslizumabe (IL-5), benralizumabe (IL-5R), dupilumabe (IL-4R)
  • Alívio brônquico: Técnica inalatória (inspirar fundo, pausa 5s, expirar), espirometria VEF1/CVF 0.70

Avaliação e Monitoramento

Espirometria: obstrução (VEF1/CVF 0.70 pós-broncodilatador), reversibilidade melhora VEF1 12% e 200ml. FeNO (óxido nítrico exalado) — inflamação eosinofílica. ACT (Asthma Control Test) — pontuação controle. Inalação: dispositivos MDI (aeroespacial com espaçador), DPI (pó seco — inspiratório rápido/fundido), nebulização (crise aguda).

03. DPOC: Doença Evitável Tratável

DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é caracterizada por fluxo aéreo persistente limitado, progressivo e associado a inflamação crônica vias aéreas e pulmão em resposta a partículas ou gases nocivos. Principal causa: tabagismo (90%). Afeta 300 milhões, 3 milhões mortes/ano (3ª causa morte mundial). Sintomas: dispneia progressiva, tosse crônica, expectoração. EXACERBAÇÕES: infecções (virais/bacterianas), poluição, descompensação — principal causa hospitalização/morte. GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) guia tratamento baseado sintomas (CAT/mMRC) e risco exacerbações.

Tratamento DPOC (GOLD)

Grupo GOLDCaracterísticasTratamento
A (baixo risco)0-1 exacerbação, CAT 10 ou mMRC 0-1Broncodilatador curta ação (SABA/SAMA) ou LABA ou LAMA
B (mais sintomas)0-1 exacerbação, CAT ≥10 ou mMRC ≥2LABA+LAMA (dupla broncodilatação de longa ação)
C (alto risco)≥2 exacerbações ou 1 hospitalização, sintomas variáveisLABA+LAMA, considerar ICS se eosinofilia
D (muitos sintomas/alto risco)≥2 exacerbações/hospitalização, CAT ≥10 ou mMRC ≥2LABA+LAMA+ICS (tripla terapia), roflumilaste (crônica bronquite)

04. Tuberculose: Cura Garantida com Tratamento Adequado

Tuberculose é doença infectocontagiosa causada por Mycobacterium tuberculosis complexo. Transmissão aérea (gotículas). Afeta pulmão (80%) ou extrapulmonar (ganglionar, pleural, óssea, meníngea). 10 milhões casos/ano, 1,5 milhão mortes (principal causa morte única agente infeccioso, superando HIV). Brasil é 1º das Américas em casos. DIAGNÓSTICO: baciloscopia (BAAR — Ziehl-Neelsen), cultura (meio Löwenstein-Jensen, MGIT — ouro padrão), PCR GeneXpert MTB/RIF (rapidez, rifampicina resistência). Tratamento 6 meses (HRZE — isoniazida, rifampicina, pirazinamida, etambutol 2 meses, HR 4 meses). Rifampicina é bactericida essencial. Resistência (TB-RR/MDR/XDR) requer esquemas longos (18-24 meses), drogas tóxicas.

Controle da Tuberculose

  • Diagnóstico: Triagem sinais/sintomas 3 semanas, radiografia, baciloscopia, GeneXpert, cultura
  • Tratamento: Esquema básico 6 meses (HRZE/HR), supervisão DOT (observação dose), adesão 95%
  • Profilaxia: Isoniazida 6-9 meses contatos (esquema curto 3 meses rifapentina+isoniazida 3HP)
  • Resistência: MDR (rifampicina+isoniazida), XDR (fluoroquinolona+aminoglicosídeo) — tratamento especializado
  • Coinfecção HIV: Profilaxe isoniazida 6 meses, início TARV 2 semanas após TB (evitar IRIS)
  • Notificação: Compulsória (SINAN), tratamento gratuito SUS, estratégia DOTS (Directly Observed Therapy Short-course)

05. Medicina do Sono: Respirar e Dormir

Distúrbios respiratórios sono são comuns e subdiagnosticados. Síndrome apneia obstrutiva sono (SAOS) — colapso faringe repetido, interrompendo ventilação. Prevalência 1 bilhão (adultos 30-69 anos). Fatores risco: obesidade, sexo masculino, idade, retrognatia, amígdalas hipertrofiadas (crianças). Consequências: sonolência diurna excessiva (SDE), hipertensão refratária, arritmias, insuficiência cardíaca, acidentes (sono ao volante), deterioração cognitiva. Diagnóstico: polissonografia (PSG — ouro padrão) ou poligrafia respiratória (ventilação, oximetria, posição, ronco). IAH (índice apneia-hipopneia) 5 eventos/hora = SAOS. Tratamento: CPAP (pressão positiva contínua — ouro padrão), APAP, BPAP, cirurgia (UPPP, avanço maxilomandibular), aparelho intraoral (mandíbula avançada), perda peso (fundamental).

Distúrbios Respiratórios do Sono

  • SAOS: Síndrome apneia obstrutiva sono — ronco, pausas, despertares, SDE, tratamento CPAP
  • SACS: Síndrome apneia central sono — pausas sem esforço respiratório, insuficiência cardíaca, opioides
  • Síndrome hipoventilação obesidade: Obesidade + hipoventilação diurna, hipercapnia, tratamento NIV
  • Síndrome overlap: DPOC + SAOS — prognóstico pior, tratamento combinado CPAP + broncodilatadores
  • Tratamento CPAP: Adesão 4h/noite, interfaces (nasal, oronasal, nasal pillows), humidificação
  • Alternativas: MAD (mandibular advancement device), cirurgia, posicionamento (evitar decúbito dorsal)

06. Função Pulmonar: Medindo a Respiração

Testes função pulmonar (TFP) avaliam mecânica ventilatória, volumes, capacidades, e troca gasosa. ESPIROMETRIA é teste mais realizado: mede volumes forçados (VEF1, CVF) e fluxos (FEF 25-75%). Obstrução: VEF1/CVF 0.70 (pós-broncodilatador). Restrição: CVF diminuída, relação preservada (doenças pleurais, parede, neuromusculares). DLCO (capacidade difusão monóxido carbono) avalia membrana alvéolo-capilar (diminuída em enfisema, fibrose, doenças vasculares). Oscilação forçada (FOT), pletismografia corpo inteiro (volumes estáticos), pressões respiratórias máximas (força muscular respiratória), e teste caminhada 6 minutos (TC6 — capacidade funcional, saturação O2) complementam avaliação. Provocação bronquica (metacolina, exercício) diagnóstica asma.

Interpretação Espirométrica

  • Normal: VEF1, CVF, VEF1/CVF Limite Inferior Normalidade (LIN — 5º percentil)
  • Obstrução: VEF1/CVF 0.70 (ou LIN), VEF1 reduzido — classificação GOLD (leve ≥80%, moderado 50-79%, grave 30-49%, muito grave 30%)
  • Restrição: CVF LIN, VEF1/CVF normal ou elevado (doença restritiva)
  • Reversibilidade: Aumento VEF1 12% e 200ml após broncodilatador (asma)
  • DLCO: Diminuída enfisema, fibrose, anemia; elevada hemorragia alveolar, policitemia
  • TC6: Distância percorrida (metros), SpO2 (queda 4% significativa), dispneia (escala Borg)

Respirar bem é viver bem

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