Comunique cirurgia geral com vídeos personalizados. Apendicite, videolaparoscopia, hérnia e cirurgia oncológica
Cirurgia geral é especialidade médica que abrange ampla gama de procedimentos no sistema digestivo, glândulas endócrinas, parede abdominal, pele e partes moles. Cirurgião geral é especialista completo, apto a realizar emergências (trauma, apendicite, perfuração intestinal, sangramento) e eletivas (hérnia, vesícula, nódulos tireoide, câncer). Baseia-se em princípios: assepsia (eliminação agentes infecciosos), antissepsia (destruição agentes), hemostasia (controle sangramento), técnica tecidual delicada, e anatomia precisa. Evolução tecnológica: cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia, robótica), cirurgia ambulatorial (Day Hospital), recuperação acelerada (ERAS).
Cirurgiões que usam vídeos aumentam procedimentos agendados em 86% e redução de ansiedade em 75%. Pacientes que veem explicações sobre procedimentos, cuidados pré/pós-operatórios, e recuperação, enfrentam cirurgia com mais confiança.
Cirurgia videolaparoscópica revolucionou abordagem cirúrgica — incisões pequenas (5-12mm), câmera HD/4K, insuflação CO2 (pneumoperitôneo), instrumentos longos precisos. Vantagens: menos dor, estética superior, menor infecção, retorno atividades rápido, menos aderências. 80% cirurgias abdominais realizadas via laparoscopia. Técnica: 3-4 portais (umbilical câmera, direitos operador, sinistrados auxiliar), dissecção energia (ultrassom, bipolar), clipagem/ligadura. Conversão laparotomia (incisão convencional) quando necessário segurança (sangramento, aderências, anatomia obscura). Cirurgia robótica (Da Vinci — visão 3D, precisão tremor-filtrada) evolução natural.
Incisões pequenas (5-12mm vs 10-30cm), menos dor pós-operatória (menor trauma parietal), menor necessidade opioides, estética superior, infecção ferida operatória reduzida, menor formação aderências, visão ampliada anatomia (câmera alta definição), recuperação intestinal mais rápida (retorno dieta), alta precoce (Day Hospital ou poucos dias), retorno trabalho/atividades 1-2 semanas vs 4-6 semanas cirurgia aberta.
Apendicite aguda é inflamação aguda apêndice cecal — emergência cirúrgica mais comum. Incidência 1:13 pessoas (7% população). Etiologia: obstrução lúmen (fecalito, linfoid hiperplasia, corpo estranho, tumor), distensão, multiplicação bactérias ( flora colônica), isquemia, necrose, perfuração (24-48h), peritonite, abscesso. Sintomas clássicos: dor periumbilical migrando para fossa ilíaca direita (McBurney), náuseas, vômitos, febre leve, anorexia. Sinais: descompressão súbita (Blumberg — descompressão súbita), posição antálgica (perna flexionada). Diagnóstico: score Alvarado/AS, ultrassom, TC abdome (ouro padrão imagem — espessamento apêndice, gordura periapendicular, líquido livre). Tratamento: apendicectomia (laparoscópica preferencial) emergente. Apendicite não complicada pode tratamento conservador (antibióticos) se paciente deseja evitar cirurgia, mas recorrência 39%.
| Estágio | Características | Tratamento |
|---|---|---|
| Simples/flegmonosa | Inflamação sem necrose/perfuração, edema, hiperemia | Apendicectomia laparoscópica emergente (antibióticos 24h pós-op) |
| Gangrenosa | Necrose paredes apêndice, atenuação imagem, peritonite localizada | Apendicectomia urgente, irrigação peritoneal, drenagem se necessário |
| Perfurada | Perfuração, peritonite difusa, abscesso, pneumoperitônio | Apendicectomia, lavagem peritoneal abundante, drenagem, antibióticos 5-7 dias |
| Abscesso | Coleção purulenta periappendicular, palpo massa, TC confirma | Drenagem percutânea (TC/ USG guiada), antibióticos, apendicectomia intervalada |
Hérnia é protrusão conteúdo abdominal (gordura, intestino, bexiga) através de defeito parede muscular/aponeurótica. HÉRNIA INGUINAL (mais comum — 75%): canal inguinal, indireta (permanece profundo anel inguinal interno, passa canal), direta (saca direto parede posterior canal). HÉRNIA UMBILICAL: periumbilical (congênita crianças, adquirida adultos obesos/multigestas). HÉRNIA INCISIONAL: cicatriz cirúrgica prévia (falha cicatrização). HÉRNIA FEMORAL: canal femoral (mulheres, mais estrangulação). Complicações: encarcerada (irredutível), estrangulada (comprometimento vascular — emergência: dor intensa, vômitos, distensão, sinais sepsis). Tratamento: cirúrgico sempre (exceto assintomáticas muito pequenas, alto risco cirúrgico). Hernioplastia com tela (prolene, polipropileno) — recidiva 5% (vs 10-15% sutura primária). Técnicas: Lichtenstein (tension-free, tela anterior), TAPP/TEP laparoscópica (tela pré-peritoneal), Shouldice (dobras fasciais).
Colecistectomia (remoção vesícula biliar) é procedimento mais comum cirurgia geral. Indicação principal: cálculos biliares sintomáticos (colico biliar, colecistite aguda, pancreatite biliar, colédoco litíase). Cálculos biliares (colelitíase) afetam 10-15% adultos (feminino, idade, obesidade, multiparidade). Colecistite aguda: dor hipocôndrio direito (Murphy positivo — interrupção inspiração profunda à palpação), febre, leucocitose, USG espessamento parede vesícula, líquido pericolecístico. Tratamento: antibióticos (ampicilina-sulbactam, ceftriaxona-metronidazol), colecistectomia laparoscópica emergente/pre-coce (24-72h — menos complicações vs tardia). Tokyo Guidelines 2018: graus severidade (leve, moderado, grave). Colangiografia intra-operatória (IOC) ou fluoresceína avalia cálculos colédoco. Drenagem Kehr (cisto hepatocolédoco) se lesão iatrogênica vias biliares (rara 0,5%).
Cuidados perioperatórios otimizam resultados cirúrgicos e segurança paciente. PRÉ-OPERATÓRIO: avaliação clínica (ASA score I-VI), exames laboratoriais (hemograma, coagulação, função renal/hepática, glicemia), imagem (radiografia, USG, TC), otimização comorbidades (hipertensão, diabetes, DPOC), jejum (8h sólidos, 2h líquidos claros), profilaxia tromboembolismo (heparina de baixo peso molecular), antibiótico profilático (30-60min antes incisão). INTRA-OPERATÓRIO: monitorização (ECG, SpO2, PA invasiva se necessário), equipe cirúrgica (cirurgião, auxiliar, instrumentador, anestesista, circulante), assepsia rigorosa, normotermia, normoglicemia. PÓS-OPERATÓTIO: analgesia multimodal (AINEs, opioides, anestesia local), mobilização precoce (evitar TEP), nutrição precoce (ERAS — Enhanced Recovery After Surgery), controle náuseas/vômitos (ondansetrona), remoção drenos/sondas precoce, alta hospitalar precoce segura.
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